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Zadquiel

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Zadquiel

violet

O Alquimista do Perdão Divino

Quando o fardo do passado se volve insuportável e os ciclos de dor aparentam repetir-se sem epílogo à vista, o universo estende-nos uma escapatória, uma válvula alquímica talhada para extirpar as dívidas da alma. Esta força de libertação encarna no Arcanjo Zadquiel. O seu nome, derivado do hebraico Tzadqiel, proclama "A Justiça de Deus" ou "A Retidão de Deus". Contudo, a justiça de Zadquiel não empunha o látego do castigo ou da vindita; é uma justiça alicerçada na misericórdia suprema, no perdão e na transmutação.

Zadquiel é o soberano da Chama Violeta, uma frequência energética de velocidade vertiginosa que alberga o poder literal de desintegrar e reconfigurar a teia atómica das emoções e das memórias. Enquanto outros arcanjos escudam ou guiam, Zadquiel transforma. A sua energia volatiliza as amarras do karma, o rancor empedernido e a culpa que paralisa, recozendo as grossas escórias do ego humano em oiro puríssimo de alforria espiritual.

Invocar Zadquiel é, na esfera do espírito, o equivalente a premir o botão de "reiniciar". É o juramento sagrado de que nenhum erro carece de clemência, e de que nenhum karma é perpétuo perante a vontade genuína de sarar.


Raízes Teológicas e Textos Sagrados

Zadquiel exibe raízes profundas nas tradições do oculto e do misticismo, onde se espelha a misericórdia e o sacrifício divinos, atuando com frequência como a mão invisível que imobiliza o cutelo do castigo no derradeiro segundo.

Na Tradição Judaica e na Cabala

A epifania de maior eco (ainda que frequentemente encoberta pelo anonimato) de Zadquiel nos textos bíblicos dá-se no Livro do Génesis, durante o episódio que relata o sacrifício de Isaac. Em sintonia com a tradição rabínica e o esoterismo, terá sido Zadquiel aquele "Anjo do Senhor" a suspender o punhal de Abraão um instante antes da imolação do seu filho, ditando assim que a compaixão de Deus sobrepuja indubitavelmente a Sua severidade.

Na tapeçaria da Cabala, Zadquiel é o arcanjo a quem se incumbe a Sefirá de Chesed (Misericórdia, Compaixão ou Grandeza) da Árvore da Vida. Chesed retrata a energia da efusão incondicional, a bondade desinteressada que não aguarda paga de retorno. Zadquiel perfila-se como o líder da hoste dos anjos Hashmallim (os Fulgurantes), que vertem a graça celeste rumo aos planos da matéria.

No Cristianismo e na Tradição Apócrifa

Na doutrina cristã esotérica, associa-se habitualmente a Zadquiel a aura do anjo que instilou nas almas a recordação da sua linhagem divina depois das cheias do Dilúvio. É o padroeiro daqueles a quem é confiado absolver (os sacerdotes, os terapeutas) e de todos os que esgravatam nas sombras em busca da redenção das suas faltas passadas.

Na Nova Era e na Metafísica Moderna

É nos confins da metafísica contemporânea que Zadquiel adquire um relevo colossal. Como o Chohan (diretor) do Sétimo Raio, o Raio Violeta, Zadquiel firma-se como o grão-mestre da "Alquimia Espiritual". Num bailado contínuo com o Mestre Ascenso Saint Germain, trabalha para semear nos homens a mestria no manejo da Chama Violeta Transmutadora, uma artimanha fulcral na diluição do karma humano na Era de Aquário.


Simbolismo e Atributos Alquímicos

Os emblemas que orbitam Zadquiel figuram como artefactos de visualização de frequências altíssimas, ideados para potenciar o magnetismo de quem neles depõe o olhar.

A Chama Violeta

A púrpura ou o violeta espelham a banda de maior frequência no espectro cromático que nos é dado ver, trilhando a orla que bifurca o material do anímico. Na alquimia mística, a Chama Violeta materializa-se num fogo que ignora as queimaduras de epiderme para lavrar a aniquilação das massas nefastas (os traumas, os ódios velhos e os medos), desfazendo-as em filetes de luz. É este o "solvente mór" na magna arte da alquimia da alma.

O Cálice ou o Graal

Delineado profusamente nas representações sob a feição de guardião do cálice, ele comunga das energias do Santo Graal. É aqui que repousam as águas da piedade divina, revelando-se análogo a um coração humano já varrido das peçonhas do rancor, perfeitamente recetivo a emborcar as bênçãos lá do alto.

A Ametista

No seu cristal de Ametista cintila, corpórea e cristalizada, toda a frequência de Zadquiel. Esta pedra de tons violáceos é afamada universalmente pela calmaria que a sua proximidade destila, a defesa incólume contra os assaltos do psiquismo hostil e o alento milagroso rumo ao transe meditativo profundo, além de despertar as imagens de outrora no carrossel de encarnações vindas de trás (dado o foro de anjo das memórias passadas encabeçado por Zadquiel).


Missão Espiritual: Transmutação, Perdão e Memória

No anfiteatro do mundo rasgado pelo ressaibo e pela cisão ideológica que atordoa as convivências e pulveriza a solidez do homem, o Arcanjo Zadquiel debruça-se como a poção medicinal mais espinhosa, não obstante imperativa de sorver: a desobstrução espiritual através dos lençóis do perdão.

  1. A Transmutação do Karma: Transportamos todos às costas a "bagagem" cerzida nesta peregrinação presente e num cem número de idas antigas. Zadquiel destranca-nos dessa roda de débitos não reclamando uma penitência esmagadora de suplícios demorados, mas por obra do fogo violeta da indulgência a deflagrar na combustão lenta das correias que te amarram a seres fúnebres e ciclos redundantes.
  2. A Magna Arte do Perdão (ao mundo lá fora e ao cimo de ti mesmo): O rancor envenenado não passa do cianeto que vertemos em nós enquanto sentamos praça à vã espera que o vizinho empeste e desabe na cova. Zadquiel atua como ferro em brasa cravado na couraça do coração desterrado, outorgando fibra assombrosa ao peito carente de perdoar os imperdoáveis e absolver o próprio homem dos passivos vergonhosos e desmanchar as estacas da culpa.
  3. O Anjo da Memória: Afiança-se que as mãos de Zadquiel entesouram os pergaminhos da sabedoria que acumulámos na poeira de todas as eras. É ele a fenda certa ao qual rogar por um objeto fugidio à vista, porém para um desígnio mais deslumbrante de reavivar em consciência aquilo de onde emergimos na aurora ainda prévia à maculação e à mordaça impostas por obra e engenho da humanidade.
  4. Alquimia Emocional Meteórica: Nos assomos onde estagiares num redemoinho iracundo e sufocado à guisa de dores que repenicam no negrume, suplicar pelo manto que teça de Zadquiel oficia com efeito similar a estilhaçar em cacos as labaredas prementes para lá arrefecer na raiz a torrente letal que o ego instiga.

O Ritual da Chama Violeta (Prática de Libertação Cármica)

Este ritual assenta o pé no leque das bruxarias de índole arcangélica mais temíveis a reter no cinturão do teu mago. Faz-lhe uso em dias lúgubres em que necessites apartar-te de alguma estirpe perigosa de gentes, grilhões dos vícios mais cruéis ou mesmo rasurar dos ombros a penúria a que o teu pai ou as mães do avô de trás votaram no rol cármico que te cabe.

Dia ideal: Sábado (Dia apadrinhado pelo Sétimo Raio e pelas leis Cármicas de Saturno, afoitado aos cerrares de pano e labaredas transmutadoras). Hora: Ao derrapar da boca da noite. Elementos:

  • Uma vela em púrpura vibrante ou de coloração morada.
  • O cume empedernido num seixo de Fluorita de tonalidades rubras ou no próprio seio da Ametista.
  • As emanações defumadoras da Alfazema (Lavanda), essências Violetas ou, até, os bagos soltos de Mirra.
  • Um rasgo de papel com um estilete.

Instruções:

  1. Confere fogo aos vapores do incenso perante o rastilho aceso no prumo dessa mesma vela rubro-púrpura. Anota, com fervor indómito nos veios do papel, as feridas que almejas expiar da carne e varrer n'um perdão eterno (v.g: "Deito às feras as fúrias pela gentalha X", "Absolvo-me e extirpo-me de enganos passados e amargores de dor" ou "Calcinarei num sopro as penúrias carnais das pratas no bolso").
  2. Reveste a Ametista pelas palmas de forma afagada, visionando o deflagrar desmesurado nos teus flancos da pira púrpura do facho aceso que tudo corrói.
  3. Proclama à revelia das amarras e num murmúrio intencional o Decreto do transmutar:

    "Arcanjo Zadquiel, Grão-Mestre em Misericórdias dos Altíssimos, Dono absoluto das pombas da Llama Violeta, o meu preceito aqui recai a chamar-te. Insufla dos patamares divinos dos céus essa lareira que nos apura sobre mim. Arremeça sobre outrora dos tempos passados, nos laços e mortos velhos em dor, na lide ou chaga que a seguir declino... (põe no vento o que não logras expiar com sossego das margens). Degola dos ninhos e da estirpe fustigada qualquer má e peçonhenta nuvem, dilui toda o dissabor rasteiro da escuridade, os passivos, rancores de ontem, para nela transmutar num clarão isento, no puro mel de uma compaixão infinda perante uma liberdade do cume dos tempos alados. Em plenos pulmões vos sentencio como o abnegado que extorque perdões ao próximo à par dos amnistios próprios com candura. Sou a feição encarnada que o Violeta traz às terras terrenais a laborar perenemente nisto! Pelas glórias da vossa anulação bendita, meu grato abraço roga um louvor por mim que estou findo nos propósitos aqui, com isto tudo que está perfeitamente acabado!"

  4. Incinera de pronto por conta da velazinha as rebarbas todas deste papelote. Para acautelar labaredas fortuitas em palcos tristes de cera ardida, faz com que tombem na barriga negra dum pirex abastado ou conchas e porcelanas para dar fim a fumos que envenenam chãos de arder. Fita no almejar poético que estas cargas baças, por conta desse negrume dos ares do fumo denso a subir na parede, resplandecem logo num véu a raiar constelações a enovelarem céus acima de lágrima nos ares...
  5. Fica por ti de as desfazer nas gargantas escravas dos ventos que voam nulos no frio de alvorada ou perpassares por uma correnteza d'águas fluviais de puros cursos vivos e mansos a fugir por ai do mar.

Sinais da sua Presença

A farda etérica com que desfila na ronda deste nosso tempo o esplendoroso e mór Zadquiel assoma numa corda fininha cujas garras ferem primeiro no ânimo para num segundo embate assentar à mostra à luz da matéria física crua de redor:

  • Espasmo Súbito ao Estalar de Alívios: Percecionares a remoção brusca, na lareira que chove à rasante no peito de amarrações dos calhaus a estrangular por sobre a dita do afã em sentires logo abafado aquele aliviamento à boleia da escolha dura ao decidir no peito e dar de costas sem lamentos que atrofiam... e exalares com um arrastão que jorra no abismo do fole cimeiro, todo esse assomo involuntário.
  • Centelhas a Estoirar Púrpuras do Longe: Bater do farol visual perante pó e brumação, na rebarba, relâmpagos sem freio de tom aceso em escuridão no recato à surdina entre pálpebras presas face ao momento na ida para a sonolenta viagem noctívaga.
  • A Magnetização Irracional no Domínio d'Esse Roxo e Rubro Rastro: Assentares na dita vontade desbragada em trajando as malhas nas estopas coloridas nessas texturas amadas do roxo. Dares asilada admiração ao vislumbrar rosmaninho das campinas em prados alucinados em todo o lado. Sentires ímpetos cegos nas minas e garimpos febris rumando no achamento perante pedras como no âmago e na pureza que reluz do seio das suas consagradas ametistas.
  • Vaga Súbita de Curas Pelas Memórias Vindas Cá Fora do Escuro e Fundo de Ti: Lembrares em abismo caliginoso dum resquício apagado dos dias pueris encafifados ou da encarnação d’uma lida ancestral mas... face ao lamento na dor de cacos a roerem o negrume deslaçado por essas eras frias — desponta antes o brilho na aceitação em perceber de pronto todo do enigma ao soltá-lo pelas bordas e ir sem volta aos confins com brandura de perdas!
  • As Encruzilhadas por Obra de Redenções nos Passos Perdidos em Que o Caminhar Dá Sem Quereres para Tal Cruzo no Fado: Esbarrares à queima, qual caprichoso destino das fortunas num calhau, com a dita e infame figura a quem viraste focinhos a bater um dente farto de feios insultos nos tempos à parte a morder ódios; atinando por ti mesmo a fechar nos ouvidos à tal refrega hostil a ir parar nos braços desmoronados às águas num sumiço plácido nos encantos de um encerramento cheio no embalar terno à candura de sossegados rios calados de pacíficas remissões perante os males afanados de dantes!

Integração Final

O esplêndido Arcanjo que dá por vulto nas cortes de Deus a título honorífico e solene de tal Zadquiel afina-nos as entranhas na via radical mais atemorizante no compêndio dos alforriados de mundos fora aos ares das nuvens esbranquiçadas dos puros reinos, cujo dote mor a apregoar é cravado à guisa de ferro a rir das sentenças passadas que cismaram em pedras roídas da vida não as achares aí ditadas num mármore frio do teu destino inquebrantável nas covas mortas ao revés. Pelo fumo dos ventos acirrados às labaredas e clemência benditas de labaredas e divinais fogachos à custa violácea; quicá toda lúgubre prostração negra e assombrosa das entranhas vis do tormento por amargar da malha ruidosa desse teu rastro escurecido venha no facho de um dia ou mais aos lances ser rasurada a ponto pio que remodele à flor na reescrita total com chamas acesas reacesas e convertida a combustível à base num resplendor no almejo infindo pro fulgor divino ao iluminar perante clarão puro das coisas altas dos patamares lá bem lá d'alto!

À chamada impávida rumo à luz ereta perante de um tal glorioso de deuses — recusa no momento de caras ao revés todo cão negrume a abicar às trevas, a teres que acenar a dores ao peito pro choramingares num mar imundo no fado carnal na pira vil em viver o horror desnecessário na cruz! Transmutas, afinal sem pejos nas carnes vis do sofredor passivo escravizado em tua karma a que vens proscrito por essas reencarnações cruéis num rebuçado sereno dum sábio ou de alquimistas tecendo nas margens fornalhas perante prumos com os fios cimeiros à mão pro teu desígnio próprio ao tecer fardos rumo fados nas terras cimeiras do ouro sem culpas. Desfruta sem temores das branduras e confianças às teias em fogo do Violeta a crepitar sem dó nos rescaldos para perdoares e absolver sem olhar nas encostas do pavor! Solta essas mordaças e abre-se nos mundos ao voo cimeiro d'uma porta perante a permissão infinda em colheres sem mentes cegas todo bafejo da graça imortal divina de tuas fatiotas do princípio e origens divinas plenas, do berço limpo à mercê de encantos num afago celestial no amasso em luz, regressada ali a ti talhados na hora bendita lá onde o brilho em glória foi por nós todos os céus na fonte inicial d’onde desabamos pr’a glória maior duma pátria divina!

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Uma pedra poderosa e protetora com uma alta vibração espiritual. Protege contra ataques psíquicos, transmutando a energia em amor.

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